22 de fev de 2010

Pai-e-filho

Pai e filho sempre brigam certo? Vamos dizer que sim, que pelo menos uma vez um filho já levantou a voz ao seu pai. Brigas entre um pai e um filho são mais comuns na adolescência, uma fase em que alguns jovens reclamam da autoridade dos pais, e outros reclamam da sua permissividade. Diversos estudiosos já tentaram explicar esse fenômeno. Alguns dizem que há uma briga para mostrar maior virilidade: talvez não só no sentido literal da palavra, mas também há uma briga para se decidir quem está mais certo. Carlos Drummond de Andrade é um exemplo de um filho que não se dava bem com o pai. Drummond só concluiu o curso de farmácia para entregar o diploma ao pai, já que ele o tinha obrigado a estudar na faculdade. Drummond demonstra o seu medo e a rigidez de seus pais nos versos de "Noturno:"

“(…)
Que noite mais comprida desde que nasci.
Viajando parado. O escuro me leva
sem nunca chegar. Sem pedir abença
como vou saber que não vou sozinho?
Que o mundo está vivo? Abença papai,
abença mamãe. Mas falta coragem
e peço pra dentro. Dentro não responde.”

Mas será que pai e filho não podem viver harmoniosamente? A resposta é óbvia e a fórmula é simples:

Para um bom relacionamento pai e filho deve existir, entre os dois:
  1. Amor incondicional (Pai e filho devem se amar mesmo que um não faça o que agrade o outro, e mesmo que um decepcione o outro. O amor na família não é algo descartável);
  2. Maturidade (Anos depois da morte do pai de Drummond, o poeta declarou que ele não concordava com as atitudes do pai, porém ele as entendia. Maturidade está diretamente ligada ao entendimento. Se ambas a partes forem maduras, ou ao menos respeitar as diferenças, o relacionamento será saudável).
Simples, não? Na verdade, para muitos esses dois pontos são difíceis de serem mantidos. Mas se fosse fácil, qual seria a graça?

2 comentários:

  1. Marcos, gostei de ver o post.
    Muitas mães costumam afirmar que só entenderam suas próprias mães quando se tornaram uma.
    Engraçado isso, né?
    E também é só ver que, quando ficamos mais velhos, passamos a fazer algumas coisas similares às dos pais quando éramos crianças.
    Bom post.

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  2. (...)
    Não concordo com nada desse post! E principalmente não concordo com o comentário da Marilia!

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