19 de dez de 2009

Guia de Investimentos na Bolsa

Decidir o que se quer de natal, ou o que fazer com o décimo terceiro é muito difícil. As vitrines brilham e todos se sentem como Tântalo. Mas o que se pode fazer com uma pequena quantia de dinheiro?

As opções seriam:
- Comprar uma roupa no shopping
- Comprar um video-game
- Comprar um celular
- Comprar alguns livros
- Doar tudo para caridade
- Guardar de baixo do colchão
Ou então, invista na bolsa!

Mas de repente ouve-se uma voz de timbre marxista susurrando: "Quem estudou a crise de 29 não investe na bolsa."
Dá-se uma risada irônica e aplica-se o bom senso: Wall Street NÃO é uma rua de Las Vegas.
Investir é uma questão de planejamento, raciocínio e ética. Porém, acima de tudo, é uma questão de senso comum. Fazendo o investimento certo, no momento calculado, pode-se obter um bom lucro. Leia mais para ver alguns tipos de investimento possíveis (alguns, se você quiser conhecer outros, ligue para uma corretora).

O fundo de ações é uma maneira simples, menos instável, e sem necessidade de grandes investimentos. Nela, o dinheiro é aplicado em ações, porém o banco se encarrega do planejamento; ou seja, você não escolhe em que empresa investirá, mas terá, em média, um lucro (de médio a longo prazo) de acordo com um determinado índice (no Brasil, o Bovespa).
Mas se você quer se divertir e passar para o nível avançado, compre as suas próprias ações! Esse investimento é um pouco maior, mas vale mais a pena do que comprar um inútil guarda-roupa.
E se o medo ainda faz você desejar deixar o seu dinheiro na poupança, aqui vão algumas dicas para animá-lo:
Investir é simples: compre uma parte de uma empresa que tem chances de crescer e expandir. Isso significa que a maçã estilosa da Apple não vai fazer suas ações crescerem. Pense no contexto econômico, no prazo que você deseja: não se investe em uma empresa de joias em época de crise, por exemplo. No contexto atual, em que nós nos recuperamos de uma crise, deve-se levar em conta políticas fiscais e monetárias governamentais, o perfil do consumidor (que, pelo jeito, ainda está conservador na hora das compras), e investimentos que empresas estão buscando para ampliar a lucrabilidade.

Outra questão importante é o mito que se deve comprar ações em baixa, e vendê-las em alta. Isso é arriscado, negligente, e conversa de iniciante. Uma empresa em baixa pode tanto cair ainda mais (e falir, quem sabe?), quanto crescer. Deve-se sempre olhar a história, os lucros recentes, e a postura da empresa.

Quanto a ética... Sim, ela é fundamental, embora ela não seja encontrada plenamente entre os acionistas. Mas para haver uma competição honesta, todos deveriam tê-la. Na minha opinião, na verdade, a crise de 2008 foi justamente por falta de ética (e de senso comum dos envolvidos, também).

Finalmete, investir na bolsa é um hábito saudável. Estudar profundamente antes de investir é a palavra-chave da Bolsa de Valores. E, claro, se tudo é feito com cautela, pode-se até prever uma recessão e se preparar.


(Queria ver Engels se revirando no caixão agora).

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