Os cupcakes estão por todos os lados! Milão, Paris, e até entre amigos! Sinceramente os de Paris são os mais bem decorados, mas quem se importa?! O que aconteceu com os muffins e as bagels e os churros? Será que daqui a pouco vamos ter carrocinhas de cupcakes na rua? (Não devia ter comentado isso, alguém vai roubar minha ideia). Brevemente a ONU vai enviar caixas de cupcakes para o Haiti em vez de dar assistência médica.
Mas qual será o problema? Será que essa é mais uma conspiração do "imperialismo norte-americano?" Não se sabe. (Mas tomem cuidado com as acusações, o FBI pode certamente prendê-lo por desvendar os planos secretos dos cozinheiros do governo dos Estados Unidos).
Temos de lutar contra essa epidemia! Muitos já começaram a montar centros de reabilitação, e você pode fazer a sua parte. Rejeite qualquer forma de bolo em formato de copo com algum tipo de cobertura (tomem cuidado para não rejeitarem os muffins). Também ignorem qualquer referência ao substantivo "cupcake," ou, como os puristas da língua dizem, "bolos de copo". Não se deliciem com essa aberração, nem ao menos experimente um pedaço: o risco de vício é eminente. Nem ao menos se atrevam a olhar para essas guloseimas: alguns dizem que foram criados pela própria medusa.
Lutemos para que tenhamos nossa dignidade de volta. Espalhem esse manisfesto!
25 de fev. de 2010
22 de fev. de 2010
Pai-e-filho
Pai e filho sempre brigam certo? Vamos dizer que sim, que pelo menos uma vez um filho já levantou a voz ao seu pai. Brigas entre um pai e um filho são mais comuns na adolescência, uma fase em que alguns jovens reclamam da autoridade dos pais, e outros reclamam da sua permissividade. Diversos estudiosos já tentaram explicar esse fenômeno. Alguns dizem que há uma briga para mostrar maior virilidade: talvez não só no sentido literal da palavra, mas também há uma briga para se decidir quem está mais certo. Carlos Drummond de Andrade é um exemplo de um filho que não se dava bem com o pai. Drummond só concluiu o curso de farmácia para entregar o diploma ao pai, já que ele o tinha obrigado a estudar na faculdade. Drummond demonstra o seu medo e a rigidez de seus pais nos versos de "Noturno:"
“(…)
Que noite mais comprida desde que nasci.
Viajando parado. O escuro me leva
sem nunca chegar. Sem pedir abença
como vou saber que não vou sozinho?
Que o mundo está vivo? Abença papai,
abença mamãe. Mas falta coragem
e peço pra dentro. Dentro não responde.”
Mas será que pai e filho não podem viver harmoniosamente? A resposta é óbvia e a fórmula é simples:
Para um bom relacionamento pai e filho deve existir, entre os dois:
“(…)
Que noite mais comprida desde que nasci.
Viajando parado. O escuro me leva
sem nunca chegar. Sem pedir abença
como vou saber que não vou sozinho?
Que o mundo está vivo? Abença papai,
abença mamãe. Mas falta coragem
e peço pra dentro. Dentro não responde.”
Mas será que pai e filho não podem viver harmoniosamente? A resposta é óbvia e a fórmula é simples:
Para um bom relacionamento pai e filho deve existir, entre os dois:
- Amor incondicional (Pai e filho devem se amar mesmo que um não faça o que agrade o outro, e mesmo que um decepcione o outro. O amor na família não é algo descartável);
- Maturidade (Anos depois da morte do pai de Drummond, o poeta declarou que ele não concordava com as atitudes do pai, porém ele as entendia. Maturidade está diretamente ligada ao entendimento. Se ambas a partes forem maduras, ou ao menos respeitar as diferenças, o relacionamento será saudável).
9 de fev. de 2010
4 de fev. de 2010
O foie gras estava delicioso. Qual a sobremesa?
Me lembrei de um episódio de mythbusters em que eles provam que é possível polir cocô. E, metaforicamente, eu também poli fezes, só que na cozinha. Na verdade eu fiz um twix meio-derretido ficar com perfil de sobremesa de restaurante francês. Não que twix seja ruim, mas ninguém nunca iria servir esse chocolate depois de ter servido foie gras. O antes está aí em cima e o depois aqui em baixo:
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